sábado, 20 de setembro de 2014

Duas substâncias proibidas pela Anvisa, tão perigosos quanto o formol, são encontradas em produto para alisar os cabelos.


Link para o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=KdrRwR5HL4w

"Publicado em 01/11/2012
Após comprar e usar um produto para alisar os cabelos, uma mulher de São José, na Grande Florianópolis, acabou sofrendo danos no couro cabeludo e queda dos fios. A embalagem, que vinha até com um DVD explicando os procedimentos para uso, informava que podia ser aplicado em todos os tipos de cabelos e que era dermatologicamente testado (veja o vídeo). Porém, em uma análise da fórmula, foram descobertas duas substâncias nocivas e não reconhecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Estudantes do Curso de Cosmetologia e Estética da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisaram a fórmula do produto e descobriram as substâncias glyoxyloyl cysteine e glyoxyloyl keratin amino acids. "São tão perigosos quanto formol, causam os mesmos danos e ambos não são reconhecidos pela Anvisa no uso de alisamento", afirmou a coordenadora do curso, Juliana Galas.

A consumidora que sofreu os danos procurou a empresa que fez o produto, o Procon de São José e o juizado de pequenas causas. A empresa respondeu em nota que "irá oferecer toda a assistência necessária à consumidora após averiguar o procedimento e uso do produto". A consumidora deve ir ao Procon na tarde desta segunda-feira (29).

De acordo com a diretora do Procon de Santa Catarina, Elisabete Fernandes, a entidade deve ainda nesta segunda (29) "notificar a empresa para que compareça a Santa Catarina para resolver primeiro a questão dessa consumidora". "Vamos notificar os revendedores de produtos de salão, as empresas e os próprios salões de beleza que não utilizem esse produto até nós termos uma atuação efetiva junto a essa empresa", completou.

A diretora também afirmou que o processo será encaminhado à Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, ao Ministério Público e à própria Anvisa, "para verificar porque isso não tem que ter uma autorização da Anvisa, se precisa, se esse produto está clandestino no mercado".


Para ler mais notícias do G1 Santa Catarina, clique em www.g1.globo.com/sc/santa-catarina.


Luzia Couto 
Profissional Tricologista Clínica,
Iridóloga e Naturopata Capilar.

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