domingo, 6 de junho de 2010

E por falar na Hena...Linda mas perigosa.

O problema envolvendo a hena em geral acontece porque 'alguns tatuadores' adicionam uma substância chamada parafenilenodiamina à hena, para deixá-la negra e facilitar a secagem. "É um agente que costuma causar alergias conhecidas, como de tintas de cabelo, do couro, de impressão, de fotografias e da borracha vulcanizada", explica a especialista em cosmiatria e pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Érica Monteiro.

Tal prática desencadeia uma reação bem conhecida a chamada dermatite alérgica. Tudo começa com uma leve coceira, vermelhidão e calor local, podendo ocorrer até a elevação no relevo do desenho se for o caso de uma tatuagem. Com graus que variam de leve a intenso, inclusive com a formação de bolhas. "Algumas pessoas, principalmente as morenas, podem ficar com manchas mais claras que a pele por algum tempo", acrescenta, a especialista.

Um alerta!

“Nos Estados Unidos, onde é muito utilizada, principalmente por pessoas que não querem carregar a tatuagem em seu corpo pelo resto da vida, um caso de reação à hena foi tema na revista científica 'New England Journal of Medicine', no ano passado.

Uma moradora do Kuwait, de 19 anos, ficou com bolhas nas mãos durante uma semana e marcas que levariam seis meses ou mais para desaparecer, segundo o dermatologista Colby Evans, co-autor do artigo.
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), em Portugal, chegou a divulgar um alerta para que a população evitasse a aplicação dessa tatuagem, mais conhecida como "black henna", ou "hena negra".

Na foto abaixo um garoto britânico, de 4 anos, está com uma cicatriz no braço por conta da queimadura que a tatuagem provocou.


Em entrevista ao jornal Daily Mail, sua mãe, Katie Latimer, disse que, dias após o filho fazer a tatuagem, durante as férias da família em Lagos (Portugal), o local queimou, fez bolhas e começou a sangrar, devido à reação do organismo ao corante. Charlie precisou ser medicado com antibióticos no hospital e os médicos dizem que a cicatriz pode ser definitiva.
Aqui no Brasil, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há regulamentação para uso de hena em tatuagens, apenas em tinturas para cabelo. Em 2005, a Prefeitura de Porto Seguro, na Bahia, proibiu a aplicação de tatuagens temporárias na cidade, após várias pessoas terem buscado atendimento em postos de saúde com irritações ou manchas na pele.

A dermatologista Meire Brasil Parada, colaboradora da unidade de cosmiatria da Unifesp, diz que já atendeu uma paciente com reação provocada por tatuagem de hena feita em praia. "O recomendável é que, antes de fazer, a pessoa aplique a tintura em uma área pequena da pele e aguarde entre 24 e 72 horas para ver se não acontece nada", aconselha. Mas ela lembra também que, como qualquer alergia, os sintomas podem aparecer apenas no segundo contato do pigmento com a pele.

A tatuadora e artista plástica Rosana Araújo, que está ajudando na caracterização dos personagens da novela "Caminho das Índias", esclarece que a hena natural, cujo nome científico é Lawsonia inermis, pode ser usada praticamente sem restrições, até mesmo por gestantes e crianças. "A contra indicação é para quem sofre de deficiência da enzima G6PD, hiperbilirrubinemia e outras doenças do sistema imune ou hematológico", avisa. Nesse caso, pode haver alergia, falta de ar e queda de pressão. "Mas tais doenças são raríssimas e normalmente as pessoas sabem quando as têm", diz.

A dica, portanto, seria a pessoa se informar sobre o produto utilizado antes de fazer a tatuagem temporária e desconfiar quando a tintura for muito escura, já que a hena natural tem uma cor marrom-avermelhada. Mas, como lembra a dermatologista, há quem tenha alergia a produtos naturais também. Ou seja: por via das dúvidas, faça o teste.

Matéria e foto:Tatiana Pronin. Do UOL Ciência e Saúde
boreutattoo.blogspot.com/revistacrescer.globo.com

Luzia Couto Profissional Tricologista Clínica
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sábado, 5 de junho de 2010

Nova proteína revoluciona o mundo dos hidratantes - Aquaporinas

A cada dois anos a indústria cosmética sofre uma reviravolta. É o que diz Maria Del Carmem, doutora em farmacologia e diretora científica da Chemyunion, uma empresa brasileira que além de estudar também fabrica matérias-primas para o setor. “ a indústria da vaidade precisa de renovação constante. A vida útil de um cosmético é de cerca de cinco anos ” É o mundo da beleza que não pode parar.
A cientista Carmem afirma que chegou a vez das aquaporinas. É uma proteína que vem revolucionando o mundo dos hidratantes, em que o processo é realizado de dentro para fora, podendo trazer um resultado mais duradouro. O segredo estava guardado dentro de uma árvore encontrada na Mata Atlântica e na caatinga, o angico-branco. Após todos os passos, foi desenvolvido o aquasense, extrato feito com a casca do angico-branco que pode ser adicionado às fórmulas de uma ampla linha de produtos.

Em 2003, o americano Peter Agre ganhou o prêmio Nobel de Química pela descoberta das aquaporinas, proteínas tubulares que formam canais entre as células. O achado permitiu entender como os tecidos do corpo, inclusive a pele, são capazes de reter tanta água. Para a indústria cosmética mundial, esse foi o tiro de largada da corrida por uma nova geração de hidratantes, com tecnologia inovadora. (Diario de Pernambuco, Brasil, 19/05/2010).

Foto: www.mercadoflorestal.com.br


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